O hibisco é um dos arbustos floridos mais populares no paisagismo brasileiro. A planta oferece flores grandes e vistosas e pode ser cultivada em canteiros ou vasos, desde que receba boa iluminação solar. A ideia é manter o cultivo simples e adaptado ao espaço do morador.
A bióloga Bárbara Sales, do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), compartilha orientações para cultivar hibisco ornamental. Segundo ela, o hibisco rosa-sinensis é diferente do Hibiscus sabdariffa, usado para chá, o que influencia no manejo do cultivo.
Luz e ambiente
O hibisco requer sol direto de pelo menos seis horas diárias para um florescimento robusto. Em espaços internos, a planta pode se beneficiar de iluminação suplementar, porém o ideal é ambientalmente bem ensolarado.
Rega
A terra precisa ficar levemente úmida, sem encharcar. A drenagem do solo é fundamental. No verão, regas de três a quatro vezes por semana são comuns, podendo chegar a diária em ondas de calor. No inverno, a frequência diminui.
Adubação
A adubação deve ocorrer na primavera e no verão, com fertilizantes ricos em fósforo e potássio, como formulações comerciais para floração. No outono e inverno, a prática deve ser interrompida.
Substrato e vaso
Para quem cultiva em vaso, é aconselhável usar recipientes com capacidade de no mínimo 30 litros. A mistura de terra vegetal, húmus de minhoca e fibra de coco funciona bem. Camada de argila expandida ou brita, coberta por manta de bidim, evita obstrução dos furos e o encharcamento.
Floração e poda
A floração pode ocorrer ao longo do ano, com maior intensidade na primavera e no verão. A poda estimula novas brotações, ampliando o número de flores. O momento ideal para podar é no fim do inverno, antes do crescimento da primavera, sem drásticas no verão.
Observações finais
A flor do hibisco costuma durar apenas um dia, mas a planta forma botões continuamente, mantendo o arbusto sempre florido. Com os cuidados corretos, o hibisco pode se adaptar tanto a jardins quanto a espaços menores, como varandas.
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