O governo federal anunciou R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas de setores estratégicos para a balança comercial. O objetivo é amenizar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, de conflitos internacionais e do avanço do protecionismo no comércio mundial. Do total, R$ 13,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional e R$ 5 […]
O governo federal anunciou R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas de setores estratégicos para a balança comercial. O objetivo é amenizar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, de conflitos internacionais e do avanço do protecionismo no comércio mundial.
Do total, R$ 13,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões são disponibilizados pelo BNDES. Os recursos fazem parte de uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, apresentada nesta quarta-feira (22).
A ampliação foi formalizada por uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enviada ao Congresso Nacional. A MP autoriza o uso dos recursos do Tesouro Nacional no programa e permite que esse dinheiro seja combinado com recursos próprios do BNDES. O plano de aplicação caberá ao banco, com aprovação de um conselho interministerial cuja composição será definida por decreto.
Entre os beneficiados estão exportadores atingidos pelas tarifas norte-americanas baseadas nas seções 232 e 301, que alcançam aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, calçados, papel e açúcar, entre outros itens. O programa também atende empresas que exportam para países do Golfo Pérsico e setores como fertilizantes, produtos químicos e farmacêuticos.
O presidente também sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que criou as linhas iniciais do programa. Durante a tramitação no Congresso, o alcance foi ampliado para incluir exportadores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas ligadas a essas atividades.
Durante os anúncios, Lula falou sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos e disse que “vamos ficar na mesa de negociação”.
“Se algum país pode perder com base numa mentira, é importante vocês saberem que nós não vamos perder. Nós vamos ganhar porque nós somos teimosos, nós vamos ganhar porque nós não podemos fazer bravata, nós vamos ganhar porque nós temos razão, e nós vamos ganhar porque nós somos deficitários com relação aos Estados Unidos. E vamos ficar na mesa de negociação”, disse o presidente.
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