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Keeta é denunciada no MP do Trabalho por cobrar velocidade de entregadores

Representação diz que empresa envia avisos quando velocidade fica abaixo do esperado

Sacola de pedido da Keeta
Sacola de pedido da Keeta, empresa que está sendo investigada pelo MPT-SP (Crédito: Reprodução/Keeta/Instagram)

A Keeta, empresa de delivery de comida, foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) por pressionar entregadores a concluir a entrega dos pedidos mais rapidamente. O órgão informou que abriu um inquérito civil após receber representação contra a empresa. De acordo com a representação, a Keeta costuma emitir avisos informando que […]

A Keeta, empresa de delivery de comida, foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) por pressionar entregadores a concluir a entrega dos pedidos mais rapidamente. O órgão informou que abriu um inquérito civil após receber representação contra a empresa.

De acordo com a representação, a Keeta costuma emitir avisos informando que a velocidade do entregador está abaixo do esperado durante a execução das entregas. O documento aponta ainda pagamento de bônus para quem finaliza o pedido antes do prazo estipulado pelo aplicativo, e sustenta que essa combinação de fatores pode aumentar o risco de acidentes no trânsito.

Captura de tela do aplicativo Keeta com pop-up de alerta informando "velocidade abaixo do esperado", associado ao pedido número 2966 do estabelecimento Carol Coxinhas Perdizes.

Aviso de “velocidade abaixo do esperado” enviado a entregador durante execução de pedido (Crédito: Reprodução)

O texto também descreve um recurso que mostra a um entregador quantos trabalhadores disputam a mesma oferta, o que, segundo a representação, cria sensação de urgência e reduz o tempo de análise antes da aceitação da corrida.

A representação questiona ainda a forma como a empresa define, sem informar critérios claros, o valor pago, a distância da corrida e o tempo disponível para o entregador decidir se aceita ou recusa a oferta. Um exemplo citado no documento menciona uma corrida de 9,8 quilômetros ofertada por R$ 18,63, com apenas 49 segundos para resposta.

A representação foi protocolada por Junior Freitas, um dos representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos.

Procurada, a Keeta não retornou o pedido de posicionamento até a publicação desta reportagem. Em nota enviada à Folha de S.Paulo, a empresa diz que investe em tecnologia para garantir entregas seguras e que “a segurança dos entregadores parceiros é prioridade para Keeta”.

“Entre as iniciativas, estão sistemas proprietários e algoritmos de inteligência artificial capazes de otimizar rotas, reduzir tempos de espera e aumentar o volume de entregas sem sobrecarregar os parceiros”.

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