Um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi autorizado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (4). O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será investigado por suspeita de negócios ilícitos com áreas do governo federal, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters. De acordo […]
Um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi autorizado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (4). O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será investigado por suspeita de negócios ilícitos com áreas do governo federal, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters.
De acordo com uma das fontes, que falou em condição de anonimato, além de atender a pedido da Polícia Federal para abrir o novo inquérito, Dino também concordou com pedido da corporação para apurar o vazamento ilegal de dados sigilosos em investigações.
Na sexta-feira (30), outro ministro do STF, André Mendonça, já havia liberado a abertura de um inquérito contra Lulinha para investigar suposto tráfico de influência em negócios ligados à Dataprev, estatal que administra a base de dados do INSS.
STF autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência
No começo do ano, Mendonça também havia atendido pedido da PF e determinado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís. A medida ocorreu no âmbito de um inquérito que apura se ele recebeu pagamentos indevidos ligados a um esquema de descontos irregulares aplicados a pensionistas do INSS.
A defesa de Lulinha não comentou a abertura do terceiro inquérito até o momento. Em manifestação anterior, o advogado Guilherme Suguimori Santos, que representa o filho de Lula, questionou a tramitação do caso no STF e negou qualquer envolvimento dele no escândalo do INSS.
Em entrevista concedida na quinta-feira ao podcast Inteligência Ltda, Lula disse que o filho vem sendo alvo do que classificou como “campanha difamatória” e que é usado como forma de atingi-lo. O presidente, no entanto, garantiu que não haverá interferência no andamento do processo.
“Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa… não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado, para um juiz não fazer as coisas corretas”, disse Lula, que concorrerá à reeleição em outubro.
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