O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu o sigilo da fonte no jornalismo durante sessão no plenário nesta quinta-feira (13). A fala veio após uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes contra a fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino. Fachin falou sobre o respeito à liberdade […]
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu o sigilo da fonte no jornalismo durante sessão no plenário nesta quinta-feira (13). A fala veio após uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes contra a fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino.
Fachin falou sobre o respeito à liberdade de imprensa. Ele também manifestou solidariedade a Dino, e reconheceu que ameaças à segurança física de ministros e familiares devem ser apuradas.
Por fim, ele afirmou que o caso será analisado pelos demais ministros, “seja confirmando decisões monocráticas, seja deliberando sobre o destino e a duração de investigações”.
Na mesma sessão, Moraes afirmou que o STF sempre defendeu o livre exercício do jornalismo, mas disse que o sigilo de fonte, que é uma garantia constitucional, não pode ser confundido com um escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas.
Entidades de imprensa criticam operação da PF contra fonte de jornalista
Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal na terça-feira (11) contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão. Ele foi apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão de celulares, computadores e documentos.
A operação foi autorizada após pedido da Polícia Federal e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ela está relacionada a uma reportagem de Luís Pablo publicada em novembro de 2025 sobre suposto uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino.
O jornalista afirmou que já havia sido alvo de uma quebra de sigilo em março e disse ver na nova operação uma tentativa de criminalizar sua atividade profissional. Segundo ele, dados pessoais sem relação com a reportagem publicada passaram a ser usados contra ele depois que a fonte foi identificada.
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