O Brasil registrou patamar histórico de inadimplência em julho, com 75,08 milhões de brasileiros com contas atrasadas, de acordo com o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O número equivale a 44,75% da população adulta brasileira.
O Brasil registrou patamar histórico de inadimplência em julho, com 75,08 milhões de brasileiros com contas atrasadas, de acordo com o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O número equivale a 44,75% da população adulta brasileira.
O crescimento no número de devedores registrado de junho para julho foi de 0,47%. Já o número de dívidas em atraso cresceu 1,07% no mesmo período.
Variáveis sociodemográficas
A maior parcela de devedores está na faixa de 30 a 39 anos, com 18,19 milhões de pessoas. O número corresponde a 53,68% da população nessa faixa etária.
No recorte por gênero, 51,39% dos devedores são mulheres, enquanto 48,61% são homens.
A região Norte registra o maior percentual de inadimplentes, com 48,60% da população adulta incluída em cadastros de devedores. Já a região Sul apresenta a menor proporção, com 40,64%.
Na comparação anual, o Sul registrou a maior alta no número de inadimplentes, com crescimento de 10,68%. Em seguida aparecem Norte (9,07%), Sudeste (6,53%), Centro-Oeste (6,34%) e Nordeste (4,88%).
Média das dívidas
Em julho de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.205,30. Cada devedor possuía dívidas com cerca de 2,3 empresas credoras.
Na distribuição das dívidas em atraso por setor credor em julho, os bancos concentraram a maior parcela, com 65,91% do total. Na sequência, aparecem Água e Luz (10,63%), Outros (9,58%) e Comércio (8,21%).
De acordo com o presidente da CNDL, José César da Costa, programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, ainda não foram suficientes para conter o avanço da inadimplência.
“O consumidor enfrenta barreiras contínuas para se manter longe da inadimplência, o que impõe sérios desafios ao país. Fica evidente que as medidas adotadas até o momento, como programas de renegociação de dívidas nos moldes do Desenrola, não têm sido suficientes para conter a expansão desse cenário adverso”, destaca.
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, o aumento do endividamento também aparece nas contas de serviços básicos.
“A dificuldade em honrar compromissos essenciais aparece refletida diretamente nos dados de endividamento, com saltos expressivos justamente nas contas de serviços básicos — como água e luz, evidenciando que uma parcela significativa da população enfrenta barreiras severas apenas para manter a subsistência e o funcionamento do lar”, afirma.
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