Uma paralisação de motoristas de ônibus afeta 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo na manhã desta segunda-feira (19), segundo a Prefeitura. O movimento interrompeu os serviços do lote D10, responsável por 34 linhas de transporte coletivo na região.
A São Paulo Transporte (SPTrans) informou que acionou, desde o início da manhã, o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) para reduzir os impactos da paralisação.
O sistema permite que veículos de outras empresas sejam mobilizados para atender passageiros de linhas afetadas por situações emergenciais.
De acordo com a administração municipal, as outras linhas segue operando normalmente.
O que reivindicam os motoristas?
Os trabalhadores cobram a apresentação de documentação formal referente aos direitos trabalhistas. Eles também reivindicam a participação do prefeito Ricardo Nunes e do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, nas negociações para solucionar o impasse.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans criticaram a paralisação, classificada pela administração como ilegal.
Segundo a Prefeitura, os trabalhadores não cumpriram a exigência de aviso prévio de 72 horas ao público para interrupções em serviços essenciais de transporte coletivo.
A administração municipal informou ainda que solicitou reforço policial para as duas garagens dos lotes D10 e D11, o último está operando normalmente.
A SPTrans afirma que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia e que os direitos trabalhistas estão sendo cumpridos.
Os depósitos referentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), segundo a empresa, estão sendo realizados integralmente em juízo, enquanto aguardam uma decisão judicial.
Plano de saúde está em processo de contratação
Sobre a assistência médica dos funcionários, a Prefeitura informou que está em andamento uma licitação para contratar uma empresa responsável pelo plano de saúde. Enquanto o processo não é concluído, os trabalhadores recebem um valor de compensação previsto em acordo coletivo.
Segundo a administração municipal, esse pagamento não era realizado pela antiga operadora Transwolff.
O que mudou após a saída da Transwolff?
A SPTrans passou a administrar e operar os serviços dos lotes D10 e D11 após a decretação da caducidade do contrato com a Transwolff, que deixou de operar na cidade em dezembro de 2025.
🔎 Caducidade é o encerramento de um contrato de concessão pelo poder público, geralmente por descumprimento de obrigações pela empresa responsável.🔎
A Prefeitura também esclareceu que a identificação visual dos ônibus será alterada nos próximos dias.
Na quinta-feira (15), foi concluída a licitação para contratar uma empresa responsável pelos serviços de funilaria, incluindo a retirada dos adesivos da antiga operadora.
Segundo a administração, a mudança já estava prevista e não altera a relação trabalhista com os funcionários dos lotes D10 e D11.
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