Uma chuva de meteoros poderá ser observada em todo o Brasil nesta quarta-feira (21). Conhecido como Orionídeas, o fenômeno atinge seu período de maior atividade e pode produzir 20 ou mais meteoros por hora, em condições ideais de observação, segundo a International Meteor Organization (IMO).
Os rastros luminosos são provocados por fragmentos deixados pelo cometa Halley, que entram na atmosfera terrestre em alta velocidade e produzem riscos de luz no céu.
A melhor oportunidade para acompanhar o fenômeno será na segunda metade da madrugada, especialmente entre 1h40 e o amanhecer, quando a Lua já terá se posto e o céu estará mais escuro.
A chuva de meteoros poderá ser vista em todas as regiões do país, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis e haja pouca iluminação artificial.
De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto EXOSS do Observatório Nacional (ON), as condições de observação serão favoráveis em todo o território brasileiro. Um dos motivos é que a Lua estará na fase crescente, com aproximadamente 77% de sua superfície visível iluminada. Como ela se põe depois da meia-noite, haverá um período de céu mais escuro até o amanhecer.
“A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no norte e nordeste, onde ele sobe mais alto”, destaca De Cicco.
Como ver a chuva de meteoros Orionídeas
Não é necessário utilizar telescópios, binóculos ou qualquer outro equipamento especial para acompanhar a chuva de meteoros. Para aumentar as chances de observação, a orientação é:
- Escolher um local escuro, preferencialmente afastado das grandes cidades e da iluminação pública
- Procurar um lugar com boa visão do céu, sem prédios ou outros obstáculos
- Observar entre 1h40 e o amanhecer, quando a Lua já tiver se posto
- Olhar na direção nordeste ou norte, mantendo o olhar ligeiramente afastado da constelação de Órion
- Verificar as condições do tempo, já que nuvens podem impedir a visualização dos meteoros.
Por que a chuva de meteoros tem o nome Orionídeas?
O nome Orionídeas faz referência à constelação de Órion, onde está localizado o chamado radiante, que é ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir quando observados da Terra.
No caso das Orionídeas, esse ponto fica próximo à estrela Betelgeuse.
A constelação de Órion é uma das mais conhecidas do céu porque abriga as estrelas popularmente chamadas de Três Marias.
Segundo Marcelo De Cicco, os meteoros dessa chuva são conhecidos por serem rápidos, brilhantes e, muitas vezes, deixarem trilhas luminosas. Eles podem atingir velocidades de 66 quilômetros por segundo ao entrar na atmosfera terrestre.
Qual é a relação com o cometa Halley?
A chuva de meteoros Orionídeas acontece quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém fragmentos deixados pelo cometa Halley.
O cometa passa pelas proximidades da Terra aproximadamente a cada 75 a 76 anos, deixando partículas de poeira e pequenos fragmentos ao longo de sua trajetória. Quando nosso planeta cruza essa região, parte do material entra na atmosfera em altíssima velocidade e produz os rastros luminosos vistos no céu.
O fenômeno ocorre todos os anos. Em 2026, o período de atividade das Orionídeas vai de 2 de outubro a 7 de novembro, com maior intensidade em torno de 21 de outubro.
O Halley também é responsável por outra chuva de meteoros: as Eta Aquáridas, que ocorrem em maio.
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