Com as pesquisas de intenção de voto indicando um empate no segundo turno da eleição para a Presidência da República amanhã, multidões estão indo às ruas neste sábado (24) para apoiar seus candidatos. Enquanto os eleitores de direita buscam ratificar a vitória que o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve no primeiro turno, três semanas atrás, os de esquerda sonham com uma virada.
Flávio começou o dia com uma motociata em Belo Horizonte (MG). Ao lado dele, estavam alguns de seus maiores aliados: o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), e o seu antecessor, Romeu Zema (Novo), além do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Famílias e motoristas lotaram a emblemática Praça da Liberdade, na capital mineira, vestidos de verde e amarelo.
“O partido que está lá hoje quer deixar as pessoas dependentes do Estado. A gente preza pela liberdade”, disse à agência de notícias AFP o empresário Ebert Dorigo. “Melhorar é através do trabalho”, acrescentou, ecoando a desaprovação dos bolsonaristas aos programas sociais de Lula.
No ato em Belo Horizonte, Flávio não discursou nem falou com a imprensa.

Crédito: Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Lula passou a manhã no Rio de Janeiro, animando a militância de cima de um caminhão que percorria a orla da praia de Copacabana. Com ele estavam a primeira-dama, Janja Lula da Silva, e aliados como o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que perdeu a eleição para governador do estado, e a deputada federal reeleita Benedita da Silva (PT).
“O povo tem que escolher: ou alguém que beija a bandeira nacional ou alguém que beija a bandeira americana. É uma questão de soberania, e nós não permitiremos que o Brasil seja quintal de ninguém”, disse o presidente, que completará 81 anos na semana que vem.
Nícolas da Silva, 25, que trabalha em um hotel, afirmou que o esforço nas ruas e nas redes sociais para buscar a virada sobre o candidato de direita está “sendo muito pesado”. “Estou cansado, mas não tem como descansar”, disse à AFP. “A gente está lutando, virando voto, lutando contra o fascismo, a favor da democracia.”
Além do tradicional vermelho, predominante nas bandeiras e camisetas, muitos participantes do evento também vestiram a camisa da seleção brasileira, símbolo frequentemente associado a manifestações bolsonaristas nos últimos anos.

Ato em Copacabana | Fotógrafo: Ricardo Stuckert
Nesta tarde, Flávio está reunindo apoiadores na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Lula está em São Paulo, participando de uma manifestação na avenida Paulista.
Empate nas pesquisas
As últimas pesquisas divulgadas mostram um empate técnico dos dois candidatos na preferência do eleitor.
O levantamento feito pela CNT/MDA divulgado hoje apresentou Flávio com 50,7% dos votos válidos contra 49,3% de Lula — a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Ontem, a pesquisa da Alfa Inteligência apontou Flávio com 52% e Lula com 48% — a margem de erro é de 1,9 ponto percentual.
* Com informações da agência de notícias AFP
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