Brasília, DF — As apreensões em dinheiro vivo em períodos eleitorais alcançaram um recorde no Brasil e multiplicaram-se seis vezes em relação às últimas eleições presidenciais. É o que mostram dados da Polícia Federal divulgados neste domingo (25) de segundo turno de eleições. O uso de dinheiro em espécie é um dos principais métodos para compra de votos, corrupção e lavagem dinheiro.
Neste ano, a PF apreendeu R$ 31,7 milhões em espécie relacionados a crimes eleitorais, conforme balanço divulgado às 11h de hoje. Em 2022, foram R$ 5 milhões, ou seja, houve um aumento de seis vezes.
Mesmo quando se comparam as eleições municipais, houve um crescimento substancial. Nas eleições locais de 2020, foi apreendido R$ 1,5 milhão em espécie. Em 2024, R$ 28,5 milhões, um crescimento de 19 vezes.
Ano – Apreensões:
- 2020 – R$ 1,5 milhão
- 2022 – R$ 5 milhões
- 2024 – R$ 28,5 milhões
- 2026* –R$ 31,7 milhões
*Até as 11h de 25 de outubro. Fonte: Polícia Federal
No primeiro turno, o diretor geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, já destacava que se tratava de um recorde. Ele atribuía esse aumento de apreensões à atuação integrada das forças de segurança nas eleições em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Hoje, ele novamente destacou o volume de dinheiro vivo. “Só em espécie, apreendemos R$ 31,7 milhões, o que mostra o esforço a da instituição, o esforço operacional que fizemos desde as últimas duas eleições”, afirmou Andrei Rodrigues.
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Até as 10h30 de hoje, a PF havia instaurado 1.608 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026. Houve 97 operações ligadas a temais de eleição.
De acordo com Andrei, mais de 92 % dos inquéritos eleitorais são solucionados pela PF. Ou seja, na maioria do casos, a polícia identifica que ou não houve crime ou que, se houve, consegue mostrar quem foram os autores do delito.
Em todo o ano de 2026, a PF apreendeu R$ 51,9 milhões em bens e valores, incluindo os recursos em espécie.
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