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Irmão mais velho que cuidou dos irmãos tem traços únicos, dizem psicólogos

Novos estudos apontam que a ordem de nascimento não determina traços de personalidade, mas irmãos mais velhos apresentam leve vantagem em inteligência verbal

Foto: Minha Vida
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  • Estudos com mais de 440 mil estudantes do ensino médio indicam que a ordem de nascimento tem relação muito fraca com traços de personalidade.
  • Pesquisas de 2015 não encontraram efeitos consistentes da ordem de nascimento sobre extroversão, estabilidade emocional, amabilidade, conscienciosidade ou imaginação.
  • Mesmo assim, os estudos sinalizam que irmãos mais velhos têm probabilidade levemente maior de apresentar inteligência verbal.
  • Em resumo, a posição na ordem de nascimento não determina traços de personalidade, mas pode haver vantagem verbal para os irmãos mais velhos.

Os psicólogos revisitaram a ideia de que a ordem de nascimento define traços de personalidade e, agora, também o desenvolvimento de habilidades cognitivas. Em tom objetivo, o material analisa como irmãos mais velhos, do meio ou caçulas são percebidos, mas foca em evidências científicas sobre inteligência.

A discussão remonta a Alfred W. Adler, que em 1931 propôs que a forma como os pais tratam os filhos varia com a posição na ordem familiar. Hoje, novos estudos questionam esse efeito sobre traços de personalidade, estimulando o debate sobre impactos reais da posição de nascimento.

Segundo uma pesquisadora da Universidade de Houston, Rodica Damian, o estudo longitudinal com mais de 440 mil estudantes do ensino médio aponta que a relação entre ordem de nascimento e traços de personalidade é praticamente nula. Em 2015, outra pesquisa chegou a conclusões semelhantes.

Entretanto, as mesmas pesquisas indicaram uma diferença: irmãos mais velhos apresentam, de forma ligeira, maior probabilidade de inteligência verbal. Os resultados não sugerem vantagem generalizada em QI ou em traços como extroversão ou estabilidade emocional.

A síntese é clara: a influência da ordem de nascimento sobre a personalidade é improvável de ser robusta, mas há indícios de separação entre gerações em habilidades específicas como a verbal. A área continua em evolução, com novos dados para esclarecer impactos reais.

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