- Jovens descendentes da Aliança dos Povos da Floresta lançam o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima.
- O manifesto foi apresentado em um evento que reuniu comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhos.
- A Aliança, formada em mil novecentos e oitenta e quatro, foi crucial para a inclusão do artigo 231 na Constituição brasileira, que garante direitos territoriais aos povos tradicionais.
- Os jovens destacam os impactos da crise climática, como a seca e a devastação das florestas, que afetam a biodiversidade e a subsistência das comunidades.
- O manifesto pede apoio para amplificar as vozes em defesa da Amazônia e da justiça ambiental, enfatizando que a proteção da floresta é uma responsabilidade coletiva.
Quatro décadas após a formação da Aliança dos Povos da Floresta, jovens descendentes lançam o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima, convocando a união para enfrentar a crise climática e defender a Amazônia e o planeta. O manifesto foi apresentado em um evento que reuniu diversas comunidades, incluindo indígenas, quilombolas e ribeirinhos.
Em 1984, a Aliança dos Povos da Floresta foi fundamental para a inclusão do artigo 231 na Constituição brasileira, que garante direitos territoriais aos povos tradicionais. Agora, os jovens herdeiros desse legado reconhecem que as consequências da crise climática são urgentes e já impactam suas vidas. Eles destacam que a seca e a devastação das florestas afetam diretamente a biodiversidade e a subsistência das comunidades.
O manifesto, traduzido para a língua mebêngôkre, enfatiza a necessidade de um pacto pela justiça climática. “A floresta não é recurso, é ser vivo”, afirmam os jovens, ressaltando a importância de respeitar os direitos da natureza. Eles propõem uma rede de luta que une saberes ancestrais e práticas sustentáveis para proteger os biomas.
A nova Aliança é um chamado à ação coletiva, onde cada voz e território têm um papel essencial. Os jovens líderes pedem apoio de educadores, ativistas e jornalistas para amplificar suas vozes e promover a justiça ambiental. Eles enfatizam que a luta pela Amazônia é também uma luta pela vida no planeta, refletindo a interconexão entre todos os seres vivos.
O manifesto conclama a todos a se unirem em prol da defesa da vida, reafirmando que a floresta fala através de seus povos. A mensagem é clara: a proteção da Amazônia e a luta contra a crise climática são responsabilidades compartilhadas que exigem ação imediata e conjunta.
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