O preço do ouro tem alcançado máximos históricos na última semana, com uma alta de 27% em 2024. Em janeiro, o metal precioso subiu 6,89%, com o valor da onça-troy passando de US$ 2.641 para US$ 2.823, conforme dados da Comex, divisão da New York Mercantile Exchange. Em fevereiro, o preço já ultrapassou US$ 2.918, refletindo uma valorização de 3,36% nos primeiros dias do mês. Fatores como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio e a instabilidade política nos Estados Unidos têm impulsionado essa tendência.
Os bancos centrais, especialmente da China, estão aumentando suas reservas de ouro como estratégia de diversificação e proteção contra incertezas econômicas, segundo especialistas. Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, destaca que essa busca por segurança é uma resposta às medidas do novo governo dos Estados Unidos. O Goldman Sachs prevê que o preço do ouro pode atingir US$ 3 mil por onça até o segundo trimestre de 2026, impulsionado por um cenário geopolítico instável.
Os rendimentos do ouro superaram os do Ibovespa, que teve uma alta de 3,41% até 12 de fevereiro. O CDI variou 1,41% e a poupança, 1,29%. Especialistas recomendam que investidores considerem o ouro como uma opção de proteção e diversificação em tempos de incerteza. A entrada no mercado de ouro pode ser feita com aportes iniciais entre R$ 500 e R$ 1 mil, sendo o GOLD11 um dos ETFs mais acessíveis.
Além de ETFs, é possível comprar ouro diretamente em distribuidoras de títulos. A Ourinvest, por exemplo, permite que pessoas físicas realizem operações e escolham entre sacar em reais ou em ouro. É importante lembrar que investimentos em ouro estão sujeitos a Imposto de Renda sobre os ganhos, e que a compra de joias não é necessariamente um bom investimento, devido à depreciação do valor artístico em revendas.
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