O governo Lula decidiu retirar o terminal portuário VDC29 da lista de concessões, adiando o início das operações, que estavam previstas para 2025. O projeto, localizado no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, Pará, visa a movimentação de granéis sólidos vegetais, como soja e milho.
O terminal, que ocuparia uma área de 67.448 metros quadrados, seria fundamental para a armazenagem e movimentação de cargas, utilizando recepção hidroviária e terrestre. Atualmente, a movimentação desses produtos ocorre de forma improvisada, em áreas de fundeio, devido à falta de infraestrutura adequada no porto.
O investimento estimado para o projeto era de 908,57 milhões de reais, com um contrato de arrendamento de 25 anos, que se iniciaria em 2025 e terminaria em 2050. A decisão de aprofundar a modelagem de negócio foi tomada pela gestão petista, que busca otimizar a operação do terminal.
A necessidade de um novo terminal é evidente, já que o porto organizado não possui capacidade estática de armazenamento nem equipamentos dedicados para o embarque de granéis sólidos. A retirada do projeto da lista de concessões representa um novo desafio para a infraestrutura portuária da região, que enfrenta limitações significativas para atender à demanda crescente.
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