O Monitor do PIB da FGV revelou uma variação negativa de 0,4% na economia brasileira em abril, indicando uma desaceleração acentuada. Esse dado contrasta com a alta de 0,2% do IBC-br, prévia do PIB divulgada pelo Banco Central, que, embora positiva, também sugere um arrefecimento econômico.
O economista Claudio Considera, coordenador das Contas Nacionais do FGV Ibre, explica que a discrepância entre os dados pode ser atribuída ao modelo de dessazonilização utilizado. Ele ressalta que a política monetária restritiva do Banco Central está mostrando resultados, o que pode indicar um possível fim do ciclo de alta de juros. A retração de um único mês não é suficiente para prever novas quedas, mas evidencia que apenas o setor de serviços apresentou crescimento (+0,1%).
Além disso, os dados do Monitor do PIB mostram um crescimento modesto do consumo das famílias, com uma alta de 1,1%. A queda mais significativa foi observada nos bens duráveis, que apresentaram uma redução de 2,8%, refletindo a influência das taxas de juros sobre as compras a prazo. Esses números reforçam o impacto da política monetária do Banco Central na economia.
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