A Inpasa, empresa paraguaia, aprimorou a tecnologia americana de produção de etanol de milho, alcançando eficiência comparável à dos Estados Unidos. Essa inovação, que inclui melhorias na recuperação de vapor e ganhos ambientais, destaca-se em um cenário onde o etanol é amplamente utilizado no Brasil.
Nos últimos anos, o etanol de cana-de-açúcar e milho tem sido regulamentado pela ANP, permitindo sua mistura em veículos flex. É improvável que motoristas de carros flex não tenham abastecido com etanol de milho, que é idêntico ao de cana e pode ser utilizado tanto na forma anidra quanto hidratada, conforme as especificações da agência reguladora.
Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, explica que, apesar das diferenças nas matérias-primas, os processos de fermentação e destilação são semelhantes. A produção de etanol de cana é uma prática consolidada no Brasil, enquanto a tecnologia do milho foi importada dos EUA, que lideram esse processo.
Fernando Alfini, vice-presidente da Inpasa, ressalta que a empresa investiu mais de uma década em inovações para adaptar a tecnologia americana ao clima tropical do Paraguai. A tropicalização foi bem-sucedida, resultando em uma produção eficiente e sustentável, com menor consumo de biomassa para geração de energia.
Essas inovações não apenas aumentam a eficiência da produção, mas também contribuem para a sustentabilidade ambiental, um aspecto cada vez mais relevante na indústria de biocombustíveis.
Entre na conversa da comunidade