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Bolsas europeias encerram a semana em baixa após período de valorização

Bolsas europeias caem após proposta de Trump sobre subsídios, impactando ações de energia limpa e acentuando incertezas econômicas.

Foto: Reprodução
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As bolsas europeias encerraram a sessão desta segunda-feira, 30, em sua maioria em baixa, refletindo um movimento de realização de lucros após os ganhos da semana anterior. O foco dos investidores permanece na postura comercial do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. O índice pan-europeu Stoxx 6000 caiu 0,42%, fechando a 541,37 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,43%, a 8.760,96 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt teve uma queda de 0,51%, a 23.909,61 pontos. O CAC40 em Paris também registrou uma diminuição de 0,33%, a 7.665,91 pontos. No entanto, o FTSE MIB em Milão e o Ibex35 em Madri apresentaram leves altas, de 0,13% e 0,16%, respectivamente.

Impacto das Propostas de Trump

As ações de empresas de energia limpa foram fortemente impactadas pela proposta de Trump de eliminar subsídios. A Orsted viu suas ações despencarem 3,72%, enquanto a Vestas caiu 7,97% em Copenhague. Em Lisboa, a EDP Renováveis teve uma queda de 4,29%, contribuindo para a desvalorização do PSI 20, que recuou 0,89%, a 7.456,27 pontos. A proposta sugere que apenas projetos que concluam a construção até 2027 sejam elegíveis para incentivos, alterando a exigência anterior.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, comentou sobre a “enorme e brutal incerteza” que afeta a economia da zona do euro. Ele acredita que, apesar de um crescimento considerado “bom” no primeiro trimestre, os próximos trimestres devem apresentar uma estabilidade quase nula.

Dados Econômicos Relevantes

Na Alemanha, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) subiu 2,0% em junho, uma desaceleração em relação ao mês anterior, contrariando as expectativas de analistas que previam um avanço de 2,2%. As vendas no varejo também surpreenderam, com uma queda inesperada de 1,6% em maio. No Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2025, sinalizando um leve otimismo econômico.

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