O Brasil e a China reafirmaram sua parceria comercial com um novo acordo de dez anos, assinado em maio de 2023. A informação de que o Brasil teria firmado um pacto de vinte anos após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos é falsa. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) desmentiu a notícia, que circulou amplamente nas redes sociais.
O acordo, que foi concretizado durante uma visita oficial do governo brasileiro a Pequim, é parte de uma série de 37 parcerias estabelecidas em novembro de 2022, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China. A relação entre os dois países é robusta, abrangendo áreas como agricultura, indústria, investimentos e tecnologia.
A Secom também enfatizou que o Brasil não aceitará ser tutelado por ninguém e que o país busca negociar com os Estados Unidos de maneira soberana. A declaração falsa atribuída a Lula, que supostamente teria dito “chega de tarifas americanas”, foi negada pela Secom, que reafirmou a intenção do Brasil de manter um diálogo diplomático com os EUA.
Contexto das Tarifas
As tarifas de 50% impostas pelo ex-presidente Donald Trump às importações brasileiras foram anunciadas logo após a cúpula dos Brics, realizada no Rio de Janeiro em julho. Durante o evento, Brasil e China assinaram um acordo para iniciar estudos sobre a construção de uma ferrovia ligando os oceanos Atlântico e Pacífico, do Brasil ao Peru.
Além disso, o Brasil e a China são membros do bloco Brics, que atualmente conta com onze países. A parceria entre os dois países é considerada estratégica, especialmente em um cenário de tensões comerciais globais. A Secom reiterou que a lista de acordos internacionais do Brasil está disponível publicamente, reforçando a transparência nas relações comerciais.
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