Helicópteros do governo do Mali realizaram uma apreensão de mais de uma tonelada métrica de ouro da Barrick Mining, intensificando uma disputa que se arrasta desde 2023. A ação ocorreu na mina de ouro Loulo-Gounkoto, onde a Barrick, uma das maiores produtoras do mundo, já havia enfrentado bloqueios nas exportações e detenções de funcionários.
A apreensão, que ocorreu sem aviso prévio, se soma a três toneladas métricas de ouro confiscadas em janeiro. O valor do ouro apreendido na última ação é estimado em cerca de US$ 117,2 milhões, considerando o preço atual de US$ 3.324 por onça. A Barrick informou que o destino do metal ainda é incerto, mas há especulações de que o governo possa vendê-lo.
Contexto da Disputa
A tensão entre o governo militar do Mali e a Barrick Mining começou em 2023, quando o regime exigiu o pagamento de impostos atrasados e implementou uma nova legislação de mineração que aumenta os royalties e a participação do Estado em joint ventures. Enquanto outras empresas, como a Allied Gold Corp. e a B2Gold Corp., chegaram a acordos, a Barrick optou por buscar uma resolução legal.
O CEO da Barrick, Mark Bristow, reafirmou o compromisso da empresa em negociar e permanecer no Mali. Ele destacou que a companhia está avançando com procedimentos de arbitragem internacional, com a primeira audiência agendada para o final de julho. Bristow enfatizou que a Barrick não está apenas aguardando um resultado favorável, mas sim buscando uma solução através dos canais legais acordados nas convenções de mineração.
Situação Atual
Recentemente, o Mali anunciou que um administrador temporário assumirá a produção na mina Loulo-Gounkoto, que foi colocada sob administração provisória em junho. A situação continua a evoluir, e a Barrick permanece atenta às ações do governo, enquanto tenta resolver a disputa que afeta suas operações no país.
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