A Câmara de Recursos do PT decidiu abrir um processo disciplinar para investigar irregularidades nas eleições internas do partido em Camaçari e Barro Preto, na Bahia. A decisão foi motivada por denúncias de que eleitores falecidos teriam registrado votos durante o pleito que elegeu os novos diretórios municipal, estadual e nacional.
A apuração revelou que, em Camaçari, pelo menos cinco eleitores mortos votaram, enquanto em Barro Preto, um caso semelhante foi identificado. A chapa derrotada, chamada Partido Forte, foi a responsável pela denúncia, alegando que a atual direção estadual do PT estaria tolerando práticas irregulares. O novo presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, foi eleito com apoio do senador Jaques Wagner.
A Câmara de Recursos determinou a formação de uma comissão estadual para avaliar a extensão das irregularidades. Caso sejam confirmadas, as urnas poderão ser anuladas. O PT da Bahia, embora tenha decidido anular os votos dos falecidos, aprovou a eleição nas duas cidades. A chapa Partido Forte já anunciou que pretende recorrer a instâncias superiores do partido.
O texto da decisão da Câmara de Recursos destaca que, apesar de reconhecer irregularidades, não foi possível determinar a extensão exata das distorções no processo eleitoral. A situação levanta questionamentos sobre a legitimidade das eleições internas e a condução do processo eleitoral no partido.
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