O Brasil e o México firmaram um novo acordo comercial que moderniza o Acordo de Comércio Exterior e Investimento Recíproco, com foco em setores como agropecuária, defesa e saúde. A assinatura ocorreu durante uma reunião entre o vice-presidente Geraldo Alckmin e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, na Cidade do México, nesta quinta-feira, 28.
O novo acordo visa ampliar a integração econômica entre os dois países, que já movimentaram quase US$ 14 bilhões em comércio bilateral em 2024. Entre as novidades, estão a abertura de mercados para produtos como pêssegos, aspargos e derivados de atum. O Brasil já havia facilitado a importação de abacate mexicano, enquanto o México liberou a entrada de farinha e carnes brasileiras.
Cooperação em Defesa e Saúde
A indústria de defesa também foi um tema central na agenda. O México manifestou interesse na compra do cargueiro KC-390 da Embraer, que já possui uma fábrica no país. Alckmin destacou que a Embraer já vendeu 20 aviões ao México, reforçando a importância dessa parceria.
Na área da saúde, os dois países assinaram memorandos que permitirão o reconhecimento mútuo das análises realizadas pelas agências sanitárias Anvisa e Cofepris. Essa medida deve acelerar o registro de medicamentos e reduzir custos, beneficiando ambos os mercados.
Fomento ao Turismo e Diplomacia
O encontro também abordou a implementação de vistos eletrônicos para facilitar o turismo entre Brasil e México. Alckmin convidou Sheinbaum para a Conferência do Clima (COP30), que ocorrerá em Belém, em novembro, destacando a intenção do Brasil de liderar a agenda ambiental na América Latina.
Alckmin reafirmou que a busca por novos mercados é uma estratégia independente das tarifas impostas pelos Estados Unidos, enfatizando a importância do multilateralismo e do livre comércio para o desenvolvimento econômico da população.
Entre na conversa da comunidade