A Braskem enfrenta uma grave crise financeira, levando o conselho de administração da Petrobras a discutir possíveis cenários de atuação. Em reunião realizada na última sexta-feira, dia 26, diretores avaliaram o papel que a estatal poderia desempenhar caso a petroquímica opte por reestruturar sua estrutura de capital. Embora a Petrobras não tenha apresentado uma proposta concreta de capitalização, a possibilidade de injetar recursos na Braskem não está descartada.
A situação da Braskem se agravou com a contratação de consultores para realizar um diagnóstico de alternativas econômico-financeiras. A empresa busca otimizar sua estrutura de capital, surpreendendo investidores com essa movimentação. A Petrobras, que detém 47% das ações ordinárias da Braskem, está atenta às negociações envolvendo a Novonor, que controla 50,1% das ações e está em processo de desinvestimento.
Cenários em Análise
Durante as discussões, a administração da Petrobras reafirmou sua intenção de assumir um papel mais ativo na gestão da Braskem. Contudo, não há planos de nacionalização da empresa. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, condicionou qualquer nova injeção de capital à venda da participação da Novonor a um novo investidor.
A Braskem, que já foi considerada uma “campeã nacional”, agora enfrenta uma crise acentuada, exacerbada por um desastre ambiental em Maceió, Alagoas, que resultou em multas de aproximadamente US$ 3,4 bilhões. Além disso, a empresa está sob pressão devido à queda significativa no valor de seus títulos, que estão sendo negociados a cerca de 37 centavos de dólar.
O aumento do envolvimento do conselho da Petrobras nas questões da Braskem reflete a gravidade da situação. A empresa, que já foi uma das maiores petroquímicas do mundo, agora navega em um ciclo de baixa e busca alternativas para reverter sua trajetória.
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