O governo federal anunciou, em 10 de outubro de 2025, um novo modelo de crédito imobiliário que altera significativamente as regras de direcionamento dos recursos da poupança. A mudança visa aumentar a oferta de financiamento para a compra da casa própria, especialmente para famílias de classe média.
Atualmente, 65% dos depósitos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) são obrigatoriamente alocados ao crédito imobiliário, enquanto 20% são destinados ao compulsório e 15% são livres. Com as novas diretrizes, o direcionamento obrigatório será encerrado, permitindo que os bancos utilizem recursos da poupança livremente por até cinco anos para cada real destinado ao setor imobiliário.
Detalhes do Novo Modelo
Do total de recursos liberados, 80% devem ser aplicados no Sistema de Financiamento Habitacional (SFH), com taxa de juros máxima de 12% ao ano, e 20% no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que opera com taxas de mercado. O valor máximo para financiamento de imóveis no SFH também foi elevado de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Uma fase de transição ocorrerá até 2027, com a redução temporária do compulsório de 20% para 15% para instituições que aderirem ao novo modelo. Essa mudança deve gerar um impacto estimado entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões no crédito imobiliário. O governo acredita que essas medidas irão maximizar a poupança como fonte de financiamento, ampliando a oferta de crédito.
Foco nas Famílias de Classe Média
O novo modelo é voltado principalmente para famílias com renda acima de R$ 12 mil mensais, que enfrentam dificuldades para obter financiamento devido aos juros altos, que atualmente giram em torno de 13% ao ano. Para aqueles com renda inferior, já existem opções de crédito subsidiado por meio do programa Minha Casa Minha Vida. A expectativa é que as novas regras contribuam para a recuperação do setor imobiliário e facilitem o acesso à moradia.
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