O banco digital britânico Revolut está intensificando sua expansão na América Latina, com foco especial na Argentina. A fintech, que já opera no Brasil há dois anos, anunciou um investimento global de US$ 13 bilhões nos próximos cinco anos, visando atingir 100 milhões de clientes em 100 mercados. A Revolut já adquiriu o Banco Cetelem Argentina e enviou um pedido de autorização ao Banco Central do país para iniciar suas operações, com expectativa de lançamento em 2026.
A empresa, que já conta com 65 milhões de usuários globalmente, planeja abrir vagas locais e formar uma equipe para operar como um banco na Argentina. O CEO da Revolut na Argentina, Agustín Danza, destacou a importância do país, que possui o terceiro maior PIB da região e uma população com alto nível de educação financeira. A fintech já iniciou um processo de recrutamento, prevendo a contratação de 15 a 20 novos profissionais nas próximas semanas.
Estratégia de Crescimento
A Revolut tem como pilares de sua estratégia de crescimento a expansão internacional, inovação de produtos e alianças estratégicas. Na América Latina, a fintech se prepara para operar no México e está avaliando a entrada na Colômbia. O executivo Zunzunegui afirmou que a Revolut possui “todos os ingredientes vencedores” para avançar na região, que soma mais de 450 milhões de pessoas.
A concorrência na Argentina é acirrada, com gigantes como Nubank, Mercado Pago e Ualá já estabelecidos. Embora o Nubank tenha uma base de 122 milhões de clientes, a Revolut aposta em um modelo de negócio distinto, com menor dependência de produtos de crédito. Danza acredita que a proposta da Revolut é mais completa e se adapta melhor às necessidades do público argentino.
Desafios e Oportunidades
Apesar dos desafios, a Revolut vê a presença de outros players como uma oportunidade para facilitar sua entrada no mercado. A empresa está desenvolvendo uma proposta de valor específica para os argentinos, com a expectativa de que sua chegada não seja vista como algo fora do comum. A fintech está otimista quanto à aprovação do Banco Central argentino e a consequente operação no país, que promete revolucionar o setor de serviços financeiros na região.
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