Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt foram agraciados com o Prêmio Nobel de Economia de 2025 por suas contribuições na explicação do crescimento econômico impulsionado pela inovação. O anúncio foi feito pela Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira, 13 de outubro. O prêmio, formalmente conhecido como Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, totaliza US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6,62 milhões).
Metade do valor do prêmio será destinado a Mokyr, professor da Northwestern University, enquanto a outra metade será dividida igualmente entre Aghion, do Collège de France e INSEAD, e Howitt, da Brown University. Os laureados destacaram a importância de sociedades abertas a novas ideias e a necessidade de entender as bases científicas por trás das inovações.
Mokyr, em suas análises históricas, argumentou que antes da Revolução Industrial, a compreensão das razões por trás das inovações era escassa, o que limitava o progresso. Aghion e Howitt, por sua vez, desenvolveram em 1992 o modelo de destruição criativa, que ilustra como inovações podem substituir tecnologias obsoletas, gerando tanto avanços quanto desafios para empresas e produtos existentes.
Impacto do Prêmio
O presidente do Comitê do Nobel em Ciências Econômicas, John Hassler, ressaltou que o trabalho dos laureados evidencia que o crescimento econômico não é garantido. “Devemos preservar os mecanismos que sustentam a destruição criativa, para que a economia não volte à estagnação”, afirmou.
O Prêmio Nobel de Economia foi criado em 1969 e, desde então, tem reconhecido contribuições significativas para a compreensão econômica. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Paz e Literatura foram anunciados na semana anterior, mantendo a tradição iniciada por Alfred Nobel em 1901.
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