O ouro superou a marca de US$ 4.100 pela primeira vez nesta segunda-feira, 13 de outubro, atingindo US$ 4.114,31 à vista e US$ 4.133,90 em contratos futuros para dezembro. Esse aumento histórico ocorre em meio a tensões comerciais entre os EUA e a China e expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.
O metal precioso, que acumula uma alta de 56% em 2025, teve seu preço elevado por fatores como incertezas geopolíticas, compras robustas de bancos centrais e a crescente demanda de ETFs. O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as tensões comerciais com a China, o que também contribuiu para a valorização do ouro.
Analistas estão projetando que o ouro pode atingir até US$ 5 mil até o final de 2026. Phillip Streible, estrategista-chefe da Blue Line Futures, afirmou que o ouro pode continuar sua trajetória ascendente, com suporte estrutural proveniente de compras constantes por bancos centrais e taxas de juros mais baixas nos EUA.
Expectativas de Cortes de Juros
As expectativas de cortes de juros são altas, com uma probabilidade de 97% de um corte de 25 pontos-base em outubro e 100% em dezembro. O ouro, sendo um ativo sem rendimento, tende a se valorizar em ambientes de juros baixos, o que atrai ainda mais investidores.
Além disso, a prata também teve um desempenho notável, subindo 3,1% e atingindo um recorde de US$ 52,07. A valorização do metal prateado é impulsionada pelos mesmos fatores que afetam o ouro, refletindo um clima de incerteza e busca por segurança nos mercados financeiros.
As projeções para o preço do ouro continuam a crescer, com instituições como o Bank of America e o Société Générale prevendo um preço médio de US$ 4.488 para o próximo ano. A tendência atual sugere que, apesar de uma possível correção de curto prazo, a alta do ouro deve se manter no longo prazo.
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