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Santander projeta queda de 16% nos lucros corporativos no 3º trimestre devido à economia fraca

Santander projeta queda de 16% no lucro do 3T/2025, com leve alta de receita; Ibovespa fica entre 142 mil e 148 mil pontos até janeiro de 2026

Relatório do Santander cita que o foco fiscal doméstico foi outro ponto de atenção no terceiro trimestre
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O Santander divulgou um relatório que projeta uma queda média de 16% no lucro líquido das empresas brasileiras no terceiro trimestre de 2025. Esse cenário ocorre em meio a uma desaceleração econômica que já era esperada, com o PIB previsto em apenas 0,2% de crescimento. A inflação, embora ainda alta, apresenta sinais de recuo, permitindo ao Banco Central considerar cortes de juros no início de 2026.

Os dados indicam que, apesar da expectativa de alta de 10% na receita e 9% no EBITDA das empresas, o lucro líquido deve sofrer uma queda de 8%. Os setores de metais e mineração se destacam positivamente, enquanto celulose e papel devem enfrentar resultados negativos. O Banco do Brasil, em particular, deve apresentar desempenho abaixo do esperado, ao contrário de Itaú e Bradesco, que devem se manter em boa posição.

Expectativas de Mercado

O relatório também sugere que o Ibovespa deve oscilar entre 142 mil e 148 mil pontos até que haja um fluxo mais robusto de capital estrangeiro, previsto para 2026. Esse fluxo é considerado crucial, especialmente após a falta de IPOs e grandes ofertas de ações na B3, que limitaram o crescimento do índice. A expectativa é que, se o Ibovespa superar os 148 mil pontos, possa alcançar 155 mil pontos.

Além disso, o governo federal enfrenta desafios fiscais, com um rombo estimado de R$ 30 bilhões devido ao fim da Medida Provisória 1.303, que visava taxar instrumentos financeiros atualmente isentos. A falta de clareza sobre como compensar essa perda de arrecadação gera incertezas no mercado.

As incertezas geopolíticas e a dinâmica do comércio global também impactam o cenário econômico, com tarifas impostas pelos EUA sobre importações brasileiras. O Santander observa que, apesar das dificuldades, a valorização do real ajuda a aliviar a pressão inflacionária, especialmente sobre os preços dos alimentos.

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