O Ibovespa iniciou a terça-feira, 28 de outubro, em leve baixa, mas rapidamente se recuperou, alcançando 147,2 mil pontos. Esse movimento é impulsionado pelo otimismo em torno de ações de peso como Vale e Petrobras, além das expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). A previsão é que o Fed reduza os juros em 0,25 ponto percentual pela segunda vez consecutiva.
O cenário externo também contribui para essa recuperação, com as bolsas de Nova York apresentando altas, influenciadas por sinais de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. No Brasil, as incertezas fiscais permanecem em destaque, especialmente com o governo se preparando para discutir o Orçamento de 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunirá com Renan Calheiros para tratar de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e medidas para compensar a revogação da Medida Provisória do IOF.
Expectativas de Juros e Fluxo Estrangeiro
Analistas acreditam que a expectativa de novos cortes de juros pelo Fed pode atrair um maior fluxo de investimentos estrangeiros para a B3. A maioria das previsões aponta para um início de queda da Selic em janeiro de 2026. O economista sênior do Inter, André Valério, destaca que a flexibilização da política monetária é uma medida razoável para apoiar o mercado de trabalho.
Apesar da saída de recursos internacionais de R$ 3,282 bilhões em outubro, o cenário de queda de juros pode reverter essa tendência. O Índice Bovespa encerrou o pregão anterior com uma alta de 0,55%, atingindo um recorde de fechamento. Nesta manhã, ações de Vale e Petrobras mostraram desempenho positivo, com a primeira subindo 0,45% e a segunda variando entre 0,63% e 0,50%.
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