O mercado de datacenters alimentados por IA projeta consumo acelerado de energia entre 2025 e 2030, com gigawatts adicionais de capacidade computacional e investimentos bilionários. Atualmente, as principais empresas de IA utilizam cerca de 40 GW, suficientes para abastecer cerca de 30 milhões de residências.
A escalada envolve custos elevados: até US$ 50 bilhões por gigawatt instalado, totalizando US$ 2,5 trilhões em cinco anos, conforme estimativas de bancos de investimento. Cerca de 80% do montante seria direcionado à compra de GPUs; o restante financiaría geração e transmissão.
Novos rumos de geração e demandas locais
Projetos nos EUA avançam com geração no local, reduzindo dependência de concessionárias. Em Abilene (Texas), o Stargate instala 10 turbinas a gás como backup de energia para datacenters. A Chevron mira 5 GW de turbinas até 2027 na Bacia Permiana. A Brookfield fechou acordo de US$ 5 bilhões com a Bloom Energy para células a combustível movidas a gás.
Em Memphis, a empresa xAI instalou turbinas de cerca de 30 MW; em Ohio, a AES exige contratos de 85% da energia para novos empreendimentos. Atualizações de rede em Santa Clara estão previstas apenas para 2028, elevando o custo para manter 2 centros de 50 MW.
Projeções, impactos e cenário regulatório
Estimativas indicam que o gás natural atenderá aproximadamente 60% da nova demanda de datacenters até 2030, com expansão de geração “atrás do medidor” no Texas. Dados federais indicam aumento de 40 GW de novas usinas em 2023, e expectativa de 63 GW em 2024, metade da operação ligada a energia solar.
Analistas externos apontam que a demanda pode estimular novas usinas e linhas de transmissão, incluindo nuclear de pequeno e grande porte. Especialistas ressaltam que o ritmo pode exigir rápida expansão de capacidade e melhoria da rede para evitar gargalos.
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