O Banco Master entrou em colapso no mês passado, após ser acusado de fraude em suas carteiras de crédito. O episódio tem ligações fortes com a XP, que vendia seus CDBs aos clientes varejo, impulsionando a expansão do banco, incluindo novos escritórios em Miami. A autoridade reguladora analisa a liquidez e a credibilidade da instituição.
A rede de distribuição da XP foi crucial para o crescimento do Master, com aproximadamente 26 bilhões de reais em CDBs vendidos, elevando a carteira de empréstimos do banco em média 86% ao ano. Os títulos ofereciam rendimentos superiores ao DI, beneficiando clientes com garantias do FGC.
Daniel Vorcaro, presidente do Master, foi preso pela Polícia Federal no mês passado sob acusação de fabricar carteiras de crédito falsas vendidas ao BRB. Ele deixou a prisão recentemente e recebeu tornozeleira eletrônica, com medidas restritivas em vigor. A defesa nega as acusações.
Investigações e consequências
As apurações continuam, com pedidos de medidas restritivas e avaliação de impactos na liquidez do Master. A dependência de plataformas de varejo para financiamento elevou o risco percebido pelo mercado, e o FGC cobre perdas de investidores até determinado teto.
Conexões com XP
A relação entre Master e XP, via distribuição de CDBs com garantia do FGC, ajudou a financiar o crescimento e a expansão internacional do banco. Plataformas de varejo ampliaram a competição no sistema financeiro brasileiro, pressionando bancos maiores a diversificar serviços.
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