Ao Art Basel Miami Beach (ABMB), os primeiros dias mostraram movimento firme, ainda que com cautela. Vendas totais de quase US$ 5 milhões nos dois primeiros dias, segundo organizadores e representantes de casas de leilão. Entre os destaques, uma obra de Sam Gilliam de 2020 foi vendida por US$ 1,1 milhão.
A feira também evidenciou a expansão do mercado secundário. Armadilhas de preço e forte interesse em obras históricas marcaram o encontro, com a venda de uma peça de Warhol, retratando Muhammad Ali, por US$ 18 milhões em exibição de Pace. Os lojistas destacaram a mudança de fluxo de clientes.
O primeiro fim de semana trouxe novidades tecnológicas. Zero 10 foi lançado, com Nine obras da Larva Labs vendidas; nove peças de Quine, geradas digitalmente, também obtiveram boa saída. O espaço reuniu 48 expositores novos, compensando ausências de cerca de 20 galerias.
Mudança de eixo: primário vs secundário
Fabricantes de old masters e nomes consagrados ganharam espaço, em desacordo com o recuo de demanda no mercado primário. Galerias como Berry Campbell registraram US$ 1,7 milhão em vendas, destacando Helen Frankenthaler. O saldo sugere maior interesse por obras com histórico de valor.
Pace Di Donna Schrader criaram uma galeria voltada ao mercado secundário, em parceria entre Pace, Di Donna e Schrader. A iniciativa reforça a transição de foco para obras já circuladas, com ênfase em material de grande calibre e proveniência sólida.
Desde o começo da feira, a abertura esteve mais calma e menos lotada. Comerciantes relatam público menor, mas com conversões estáveis. A temporada de outono continua a mapear o novo equilíbrio entre colecionadores institucionais e novos compradores digitais.
Os organizadores ressaltam que a presença de novas plataformas digitais busca atrair espectadores com maior exposição a conteúdos tokenizados. A expectativa é de que o Zero 10 amplie o interesse de públicos tecnológicos, sem substituir o papel das galerias físicas.
Entre na conversa da comunidade