O Banco da Inglaterra confirmou uma nova redução da taxa básica, de 4,0% para 3,75%, em meio à desaceleração da inflação para 3,2% em novembro. A decisão ocorreu diante de medidas do orçamento de outono que visam reduzir pressões inflacionárias. A divulgação ficou sob a expectativa de uma continuidade do ciclo de cortes.
A decisão mostra a divergência dentro da MPC, com 5 membros favoráveis ao corte e 4 contrários, incluindo o governador Andrew Bailey entre os apoiadores. Os membros que votaram contra temem riscos de persistência da inflação acima da meta.
Situação atual e perspectivas
Com o fim próximo do ciclo de cortes, analistas projetam ao menos mais uma redução em 2026. O impacto esperado do orçamento de Reeves sobre inflação e salários é tema central nas estimativas para o caminho da política monetária.
A autoridade monetária aponta que as medidas do orçamento podem reduzir a inflação em 0,5 ponto percentual a partir do segundo trimestre do próximo ano, aproximando-a da meta de 2% cedo. Ainda assim, há sinais de pressões de salários.
Desafios para o cenário econômico
Alguns membros da MPC destacam que o enfraquecimento da atividade econômica e o aumento do desemprego criam espaço para cortes adicionais. A previsão é de que ganhos salariais permaneçam acima do usual, alimentando dúvidas sobre a trajetória de inflação.
Estima-se que o crescimento apenas se mantenha estagnado no quarto trimestre, o que reforça a visão de que a inflação pode permanecer sob controle, desde que as condições do mercado de trabalho não se agravem.
Entre na conversa da comunidade