Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

BofA prevê 2026 positivo para bolsas da LatAm, diz presidente

BofA aposta em 2026 positivo para bolsas da América Latina, com queda de juros e maior atividade na Argentina, Chile, Peru e México, apesar de eleição no Brasil

Expectativa de queda de juros na região também deve contribuir com os mercados
0:00
Carregando...
0:00

O Bank of America (BofA) sugere que ações na América Latina devem ganhar fôlego em 2026, mesmo diante de eleições presidenciais no Brasil, Colômbia e Peru. A expectativa é de queda gradual das taxas de juros, o que costuma estimular o mercado de capitais na região.

Segundo Augusto Urmeneta, presidente do BofA para a América Latina, o ambiente de menor custo de dinheiro deve favorecer atividades de equity na Argentina, Chile, Peru e México. O cenário contempla maior movimentação de mercado e financiamentos para empresas.

A avaliação ocorre em meio a um cenário de desaceleração de ofertas de ações na região desde o pico de 2021, quando a Nubank abriu capital nos EUA. A agenda de 2026 deve incluir volatilidade associada às eleições, mas com viés de recuperação de volúveis de capital.

Contexto de longo prazo e atuação do banco

O Brasil permanece como maior mercado do BofA na região, com maior base de clientes e funcionários. O México ocupa o segundo lugar, com operações de banco corporativo e de investimento e atuação regional. No Chile, Peru, Colômbia e Argentina, o banco também mantém presença relevante.

O desempenho da área de investimentos é destacado pela equipe, com atuação em banca de investimento, derivativos, tesouraria, pagamentos e operações de câmbio. O objetivo é atender clientes com oferta completa em mercados latino-americanos.

Dados recentes de mercado e operações

Entre 2024 e 2025, o BofA realizou operações relevantes na região, como um block trade de Smartfit no último mês, no montante de cerca de US$ 159 milhões. Também participou de ofertas da Fibra Next, totalizando US$ 431,2 milhões, com novos tranches em novembro.

A emissão total de ações na América Latina alcançou US$ 8 bilhões neste ano, ainda abaixo do recorde de 2021, quando chegou a US$ 27,4 bilhões. Investidores aguardam eleições em Peru (abril) e Colômbia (maio), com o Brasil em outubro.

Perspectivas por país e impacto regional

Urmeneta aponta que o México tem mostrado atividade robusta, ainda que o desempenho global não tenha sido uniforme. No Peru, uma moeda forte e crescimento de cerca de 4,5% criam condições positivas para 2026. O Chile deve acelerar após a recuperação eleitoral.

No Brasil, a expectativa é de maior atividade em follow-ons e block trades no primeiro semestre, com menor impulso de IPO até que haja clareza sobre os resultados eleitorais. As fusões e aquisições devem se manter estáveis, com pipeline esperançosamente maior.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais