O órgão regulador do consumidor do Reino Unido disse que motoristas estão pagando mais caro pelo combustível do que o necessário, mesmo com o petróleo global em queda. A constatação foi feita em meio ao período de viagens de festas de fim de ano, quando o tráfego aumenta.
Os varejistas afirmam que não conseguem reduzir os preços rapidamente para acompanhar a queda do mercado de petróleo, citando custos operacionais não relacionados ao combustível, como salários e energia.
Entretanto, a CMA concluiu que, embora as margens de lucro com combustível permaneçam elevadas, os custos operacionais não explicam a persistência desses valores. A agência informou que a competição no setor continua fraca, o que dificulta a queda dos preços para os consumidores.
As associações AA e RAC reagiram, mantendo que o relatório confirma cobranças excessivas na bomba. A RAC destacou que a CMA rejeitou a justificativa apresentada pelos varejistas de combustível quanto aos custos operacionais. A AA apontou queda de mais de 7p por litro no preço wholesale desde o fim de novembro, sugerindo que a redução não se reflete no precio final.
Segundo a CMA, os preços médios de combustível caíram, com gasolina em 1,35 libra por litro e diesel em 1,42 libra por litro, quedas de cerca de 8p por litro em relação ao ano anterior. Mesmo com a redução, o recuo não foi tão acentuado quanto o potencial do mercado permitiria.
A CMA anunciou ainda o lançamento, no próximo ano, de um programa de comparação de preços em tempo real, o fuel finder, que permitirá aos motoristas checar preços das bombas em apps de navegação e sites de comparação. O objetivo é ampliar a transparência e facilitar escolhas mais baratas para os consumidores.
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