O conceito da teoria do maior tolo sugere que é possível especular com a esperança de vender a um comprador ainda mais disposto a pagar mais caro. Em outras palavras, alguém compra por um preço baixo esperando que haja outro que pague mais no futuro.
A ideia circula tanto em bens físicos como canecas ou bonecos, quanto em ativos financeiros. O hype impulsiona a demanda, agrava a escassez e eleva preços, mesmo sem valor intrínseco correspondente. O último a pagar caro fica preso.
Como funciona na prática
Quando surgem produtos ou ativos com popularidade repentina, investidores compram na expectativa de revenda lucrativa. A bolha se sustenta enquanto houver tolos dispostos a pagar mais, repetidamente, pelo mesmo item.
Com o estouro da bolha, o preço despenca e o último a entrar paga caro demais. O fenômeno é observado em mercados de ações, imóveis e itens colecionáveis, onde o entusiasmo supera fundamentos.
Exemplos recentes
A febre do Labubu tornou o boneco de US$ 29 em US$ 3 mil, antes de recuar rapidamente, deixando compradores frustrados. Em outra frente, NFTs foram apontados por Bill Gates como exemplo claro da teoria.
No mercado de ações, empresas emergentes costumam atrair capital pela promessa de inovação, em vez de resultados históricos. Acontece uma corrida de alta de preços que muitos veem como qualquer coisa, menos sólida.
IA e as avaliações do mercado
O setor de inteligência artificial é citado como possível sinal de bolha. A OpenAI fatura US$ 1 bilhão mensais, mas gasta bilhões em operações, tornando a rentabilidade incerta no curto prazo.
Empresas grandes como Meta, Alphabet e Microsoft também registram valorização de ações ligada à IA. Em Fundos de investimento, porém, o risco de sobrevalorização permanece sob observação de analistas.
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