O IGP-M encerrou 2025 com deflação de 1,05%, após recuo de 0,01% em dezembro. O índice, conhecido como inflação do aluguel, caiu ao longo do ano frente a altas de 2024. O IPA registrou queda de 0,12% em dezembro, enquanto o INCC subiu 0,21% no mês, mantendo alta de 6,01% em 12 meses.
Entre os componentes, o grupo Bens Finais avançou 0,07% em dezembro, influenciando parcialmente a variação do IGP-M. Bens Intermediários caiu 0,04% e Matérias-Primas Brutas recuaram 0,30%, contribuindo para o recuo do índice no mês. O IPC registrou alta de 0,24% em novembro, com alta anual de 4,08%.
O INCC, parte do IGP-M, desacelerou para 0,21% em dezembro, ante 0,28% em novembro. Materiais e Equipamentos desaceleraram, Serviços subiram e Mão de Obra avançou, levando a variação anual de 6,01%. Economista aponta que safras agrícolas melhores ajudam a reduzir custos para 2026, mas há riscos com a transmissão da política monetária.
Alívio em matérias-primas pode reduzir pressões para 2026
Matheus Dias, economista do FGV/Ibre, destaca que a deflação do IGP-M em 2025 reflete desaceleração global e incerteza que limitam repasses de custos. A melhora das safras também ajudou a frear preços de matérias-primas.
Contudo, ele enfatiza que os preços ao consumidor permaneceram com alta moderada, puxados principalmente por serviços e habitação. A leitura é de heterogeneidade na inflação, com menor pressão de custos projetada para 2026, sujeita a riscos de transmissão monetária.
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