O token de criador lançado na rede Base, via plataforma Zora, ganhou notoriedade após um vídeo viral de Nick Shirley, com apoio público de figuras da indústria, e chegou a uma avaliação próxima de US$ 9 milhões. O objetivo era testar a monetização descentralizada de conteúdos na blockchain.
O ativo, negociado sob o ticker THENTHENICKSHIRLEY, viu a demanda secar rapidamente. Em poucas horas, sofreu queda de cerca de 67%, passando a valer perto de US$ 3 milhões até o dia 1º de janeiro de 2026. A maior parte do volume ficou com traders on-chain existentes.
Shirley ganhou royalties on-chain estimados entre US$ 41,6 mil e US$ 65 mil com a negociação do token, mesmo diante da retração de interesse. Críticos destacam que a adoção de novos usuários não se materializou, mesmo com o movimento de plataformas associadas.
A iniciativa surgiu em meio a controvérsias geradas por um vídeo sobre alegações de fraude em Minnesota, que ampliou a atenção de figuras públicas. O episódio alimentou o debate sobre a efetividade de tokens de criadores para sustentar atividade on-chain.
Críticas e desdobramentos
Traders e analistas questionaram se o impulso inicial refletiu real demanda ou apenas especulação passageira. Observadores apontaram que, apesar do hype, houve pouca adesão de novos usuários à Base ou à Zora.
Além de Shirley, outras moedas criadas no ecossistema Base apresentaram padrão similar: pico acentuado seguido de queda rápida e liquidez baixa. A reação ocorre no contexto de esforços da Base em consolidar o espaço de SocialFi.
A área de SocialFi, segundo previsões de mercado, pode superar US$ 10 bilhões até 2033, mas a retenção de usuários permanece variável. O episódio serve como referência para futuras iniciativas na plataforma.
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