Marco Santori, CEO da Solmate, analisou, em entrevista exclusiva à Cryptonews, o momento da tokenização e o papel da Solana. Segundo ele, a adoção on-chain de mercados de capitais está acelerando, com plataformas abertas e sem permissão ganhando relevância frente a sistemas intermediários tradicionais. Ele sustenta que Solana, por sua base de alta vazão e baixa latência, é mais adequada para finanças de grau institucional do que soluções que dependem de camadas de escalabilidade mais centralizadas.
Santori detalha a estratégia da Solmate como mais que uma gestão passiva de tesouraria em SOL. A empresa captou 300 milhões de dólares em uma oferta privada oversubscribed, e busca um modelo em que a tesouraria sustenta a implantação de infraestrutura; a receita gerada por essa infraestrutura ajuda a ampliar a tesouraria, criando um chamado “infraestrutura flywheel”. O plano inclui operações de validadores bare-metal e uma possível integração com a RockawayX, investidora inicial da Solana com atuação em infraestrutura, liquidez e gestão de ativos.
Abordagem geográfica como vantagem competitiva
Um tema central é a geografia como alavanca competitiva. Santori aponta Abu Dhabi e os Emirados Árabes Unidos como espaço estratégico não apenas para capital, mas para posicionamento entre centros de validação e negociação na América do Norte, Europa e Ásia, onde a latência pode limitar operações sensíveis ao tempo de resposta. A visão da Solmate é de que infraestrutura de blockchain de alto desempenho se assemelha à de mercados de alta frequência, exigindo conectividade e confiabilidade.
Santori enfatiza o papel da infraestrutura com foco no UAE, ressaltando o ambiente regulatório pró-inovação para ativos digitais. O território é apresentado como ambiente que recebe negócios de blockchain de forma ativo, distanciando-se de repressões regulatórias severas. A discussão sugere que o UAE pode acelerar a implantação de soluções de alto desempenho para mercados institucionais.
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