Ethereum chegou a um ATH de US$ 4.953 em 24 de agosto de 2025, mas hoje opera acima de US$ 2.5 mil. A recuperação desde a queda de abril de 2025, quando o preço cedeu abaixo de US$ 1.5 mil, segue sem uma tendência clara.
Especialistas divergem sobre a possibilidade de ETH superar US$ 5 mil neste ciclo. Gavin Thomas, CEO da Obscuro Labs, vê a chance improvável, a menos que haja alinhamento claro de catalisadores como ETFs, staking em produtos e uso sólido de rollups. Eneko Knorr, da Stabolut, afirma que superar US$ 5 mil é inevitável, embora com problemas de receita. Jesus Perez, da Posidonia 21, projeta 2026 acima de US$ 5 mil, desde que Fusaka e Glamsterdam elevem a capacidade de transações, ainda que haja risco financeiro para a Ethereum Foundation e L2s.
O ponto central entre os debatedores é a captura de valor. Thomas destaca que ETH tende a beneficiar-se como camada de liquidação institucional, especialmente na Europa, o que pode sustentar o uso da rede. Knorr ressalta que o avanço pode ocorrer, mas a ação de receita entra em conflito com a adoção. Perez enfatiza o papel de upgrades para ampliar a demanda, mas aponta riscos de sustentabilidade financeira da Fundação.
Mercado de altcoins segue mais seletivo. Após o movimento de ETH, ativos como Solana permanecem sob pressão, mas com nichos ativos, como DEXs e projetos de DePIN. Observa-se queda de atividade de usuários e de TVL, o que sustenta o tom cauteloso entre investidores. Ainda assim, alguns analistas veem espaço para apostas em projetos com utilidade comprovada.
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