Telegram registra receita de 870 milhões de dólares no 1º semestre de 2025, alta de 65% ante igual período de 2024. O dado, não auditado, veio de uma declaração financeira apresentada à imprensa pela empresa. A expansão é impulsionada pela forte relação com criptomoedas do ecossistema TON.
Quase um terço do faturamento veio de acordos de exclusividade ligados ao Toncoin, a criptomoeda da Telegram. Dados indicam que a receita associada a TON já equaliza ações tradicionais como publicidade e assinaturas.
Toncoin como motor de receita
Mesmo com o crescimento, a empresa apresentou prejuízo líquido de cerca de 222 milhões de dólares no semestre. O resultado negativo contrasta com lucro de 334 milhões em igual período de 2024, puxado por perdas com Toncoin após queda de cerca de 69% em 2025.
A Telegram manteve lucro operacional de quase 400 milhões de dólares, antes de ajustes com criptoativos. O peso de Toncoin cresceu nos últimos dois anos, fortalecendo também receitas de assinaturas premium e transações no marketplace Fragment.
Venda de TON também sustenta faturamento de publicidade, que subiu para 125 milhões de dólares. A empresa informou ter comercializado mais de 450 milhões de dólares em Toncoin no ano até a data.
De ativos a compromissos e IPO em discussão
Ao fim de junho, o total de ativos digitais caiu para 787 milhões, frente 1,3 bilhão no ano anterior, pela venda de ativos e queda de preços. Toncoin oscila em torno de 1,93 dólar, longe do pico histórico de 8,25 dólares, mas com alta de mais de 60% no último ano.
Cerca de 500 milhões de dólares em títulos da Telegram permanecem congelados no depósito central de valores russo, em função de sanções ocidentais. A empresa já emitiu bônus no total de mais de 1,7 bilhão de dólares, em anos recentes, para recompor dívida.
Os títulos congelados refletem a exposição de Telegram aos mercados de capital russos. A empresa planeja quitar os títulos na data de vencimento, cabendo aos intermediários decidir pagamentos aos detentores na Rússia.
A companhia também acompanha a possibilidade de estreia em bolsa, tema que ganhou fôlego com o interesse de investidores, apesar de obstáculos legais na França envolvendo o fundador Pavel Durov.
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