O câmbio de contratos futuros de café arábica na ICE atingiu máximas de três semanas nesta quarta-feira, impulsionado por receios de tensão entre EUA e Colôdia após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo norte-americano no fim de semana. A Colômbia é o segundo maior produtor mundial de arábica, após o Brasil.
O café subiu mais de 1% pela manhã, com a cotação intraday alcançando US$ 3,8285 por libra-peso, patamar de referência. Analistas citados pelo Rabobank destacaram o risco de interferência dos EUA na Colômbia e possíveis impactos econômicos ou militares.
O banco também apontou que a operação militar na Venezuela atraiu críticas de líderes regionais, o que pode influenciar as relações entre EUA e Brasil, colocando novos riscos para os preços. Em contrapeso, exportações de grãos verdes do Brasil avançaram 4,2% em dezembro ante 12 meses, limitando ganhos.
Açúcar
O açúcar bruto avançou mais de 1%, ficando próximo de 15 centavos de dólar por libra-peso, na tentativa de manter terreno acima da mínima de cinco anos de 14,04 centavos observada no fim do ano passado. A perspectiva de excedente global para 2025/26 pesa sobre o mercado.
As exportações brasileiras do adoçante, maior produtora, cresceram 4,2% em dezembro, para 2,91 milhões de toneladas, segundo dados oficiais. O açúcar branco também operou em alta, em torno de US$ 428 por tonelada.
Mercosul e acordos
A União Europeia parece ter recebido apoio crucial da Itália para um controverso acordo de livre comércio com o bloco Mercosul. A Itália e a França tinham indicado cautela, citando temores de influxo de commodities baratas, como carne e açúcar, até que resoluções fossem apresentadas.
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