O plano da fintech brasileira Agibank de abrir capital nos Estados Unidos enfrenta entraves após o INSS suspender a concessão de empréstimos com desconto em folha para aposentados. A suspensão impacta uma das principais atividades da empresa.
Segundo pessoas próximas ao assunto, a Agibank planejava protocolar o pedido de IPO ainda neste mês, nos EUA, mas pode precisar adiar a operação. A empresa não comenta especulações de mercado.
A medida do INSS aponta “graves irregularidades” na concessão de novos empréstimos com desconto para aposentados, de dezembro. Para retomar o IPO, a empresa precisa esclarecer as irregularidades e obter aprovação para voltar a operar, segundo fontes.
A Agibank afirmou não comentar especulações e que comunicará ao mercado qualquer decisão relevante. A instituição já vem atuando com uma base de clientes de renda média acima de 40 anos, em áreas fora dos grandes centros.
Contexto regulatório
O cenário contrasta com empresas como Nubank, que atendem principalmente jovens. O Agibank mantém operações dependentes de empréstimos consignados, federalizados pelo INSS, que exigem aprovação para continuar.
A Lumina, fundo brasileiro fundado pelo ex-executivo do Morgan Stanley Daniel Goldberg, investiu R$ 400 milhões no Agibank em 2024 e integra o conselho da fintech. A participação da Lumina fica em torno de 4%.
O aporte anterior também incluiu capital do Vinci Partners, de cerca de R$ 400 milhões, em 2020. As informações são com base em fontes próximas citadas pela Bloomberg News.
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