Bitpanda, plataforma europeia de criptoativos sediada em Viena, negocia abertura de capital na Bolsa de Frankfurt no primeiro semestre de 2026. A empresa busca uma avaliação entre 4 e 5 bilhões de euros e já contratou Goldman Sachs, Citigroup e Deutsche Bank para coordenar a oferta.
A operação seria um passo para testar o mercado público após o período de alta recente no setor. A empresa analisa opções de listing que podem começar já no primeiro trimestre, dependendo de condições de mercado e liquidez.
Bitpanda não respondeu ao Cryptonews até o momento. A notícia surge em meio a movimentos do setor em que empresas de cripto e serviços financeiros buscam ampliar liquidez e capacidade de atuação regulada.
A estratégia de lista ocorre em paralelo a avanços regulatórios da UE. O regime MiCA pressiona empresas a formalizarem licenças e infrastructuras compatíveis com normas até 30 de junho de 2026, o que favorece plataformas com governança e conformidade mais robustas.
O calendário de ofertas públicas para cripto tem ganhado fôlego. Em 2025, Circle, Bullish e Gemini concluíram IPOs atravessando as bolsas de valores americanas, fortalecendo o interesse institucional em receitas de cripto.
Além de Frankfurt, Bitpanda avalia opções em Nova York para futuros listings, com foco em mercados que suportem volumes sustentados e participação institucional em ativos ligados a cripto. A direção busca liquidez para expansão de produtos e infraestrutura.
A conexão com o setor financeiro alemão fica ainda mais evidente. O Deutsche Bank planeja lançar um serviço de custódia de cripto em 2026 e utiliza a tecnologia da Bitpanda, com Taurus fornecendo infraestrutura de ativos digitais.
No cenário regulatório, a adoção de licenças na UE e a clareza regulatória costumam favorecer plataformas que combinam crescimento com conformidade, abrindo caminho para maior participação de investidores institucionais.
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