DZ Bank obteve autorização MiCAR junto à BaFin, autorizando a negociação de criptomoedas pelo grupo. Com a aprovação, a instituição lançará a plataforma de trading MeinKrypto. O anúncio ocorreu no fim de dezembro e permite que bancos cooperativos ofereçam aos clientes varejo acesso a ativos digitais.
A MeinKrypto foi desenvolvida pela Atruvia, provedora de TI do grupo, em parceria com a DZ Bank. A plataforma funciona como carteira para investidores autoguiados e terá, no lançamento, BTC, ETH, LTC e ADA disponíveis para negociação. Os bancos Volksbanken e Raiffeisenbanken terão de apresentar sua própria notificação MiCAR à BaFin para acompanhar a implantação.
Expansão entre bancos cooperativos
A rede de bancos Volksbanken e Raiffeisenbanken avalia, desde setembro de 2025, opções para oferecer serviços de criptomoedas. Uma pesquisa da German Cooperative Banking Association mostrou que 71% das 670 instituições estudadas sondam investimentos em cripto, com um terço planejando lançar novidades nos próximos cinco meses.
Além disso, a Stuttgart Stock Exchange Digital será responsável pela custódia dos ativos. Os parceiros decidem, individualmente, se vão adotar o serviço de cripto na rede.
DZ Bank integra consórcio de stablecoins europeu
Separadamente, DZ Bank informou ter aderido ao consórcio europeu Qivalis, grupo de 11 bancos, para lançar uma stablecoin regulada. A meta é introduzir a euro-stablecoin no próximo ano, sob uma nova entidade neerlandesa chamada Qivalis.
O CEO da Qivalis, Jan-Oliver Sell, destacou que a participação da DZ Bank fortalece a infraestrutura europeia de pagamentos compatível com MiCAR. A depender de aprovações, o grupo planeja entrar no mercado na segunda metade de 2026.
Situação regulatória e próximos passos
O consórcio Qivalis já busca aprovação do Bundesbank para funcionar como instituição de e-money. A meta é disponibilizar a stablecoin para empresas e consumidores europeus. A iniciativa surge em meio a um cenário de maior atratividade de ativos digitais regulados no continente.
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