A Meta anunciou uma reformulação de como mede, gerencia e recompensa o desempenho de seus funcionários. O novo programa, chamado Checkpoint, será implementado a partir de 2026 e visa reduzir a burocracia das avaliações, concentrando-se nos resultados alcançados pelos trabalhadores.
A iniciativa foi detalhada em um memorando interno obtido pelo Business Insider. Mark Zuckerberg sinalizou que a empresa quer elevar o nível de cobrança interna, com avaliações mais rígidas e maior diferenciação entre desempenhos.
A comunicação indica que o novo sistema não afetará o ciclo atual. Uma reunião geral está marcada para 22 de janeiro, quando a empresa apresentará detalhes, esclarecerá dúvidas e alinhará expectativas com os colaboradores.
Estrutura e categorias de avaliação
O Checkpoint prevê dois ciclos de avaliação por ano, com bônus semestrais. A política introduz quatro categorias de avaliação, com multiplicadores diferentes aplicados ao bônus base.
Quem for considerado excelente pode receber 115% do salário-base. A classificação excelente com impactos extraordinários permite 200%. Funcionários que precisam de melhorias podem acrescentar até 50%.
No topo, o Prêmio Meta, com bônus de até 300%. Esse nível será seletivo e direcionado a resultados que gerem impactos amplos na empresa, não apenas contribuições pontuais.
A empresa afirma que a maioria dos funcionários se enquadrará na categoria Excelente, destacando o perfil de profissionais de alto desempenho que geram impactos significativos.
Contexto e cenário interno
O lançamento ocorre em um momento de contenção de gastos. Nesta semana, a Meta fechou três estúdios de realidade virtual, completando uma rodada de cortes que atingiu mais de mil funcionários.
Além disso, a política de remuneração tem sido objeto de críticas internas. Em 2023, a empresa elevou o teto de bônus de executivos de 75% para 200%, pouco após demitir milhares de trabalhadores.
Entre na conversa da comunidade