Revolut interrompe plano de fusão com banco americano e buscará licença bancária de novo via OCC, para acelerar entrada no mercado dos EUA sem manter agências físicas. A decisão acompanha curva regulatória mais branda e foco na expansão de cripto.
A fintech britânica negocia com autoridades dos EUA a submissão de requerimento para licença de banco pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC). A mudança de estratégia surge em meio a sinalizações de regulamentação mais flexível para fintechs.
A mudança de rumo evita a aquisição de um banco nacional, que permitiria atuar como financiador em todos os 50 estados. Em julho, executivos viam essa via como a mais rápida para escalar operações.
Regulação e licenciamento
A decisão é de que a licença de novo modelo é mais previsível para a Revolut, alinhada ao seu modelo digital-first. A empresa reconhece que o caminho pode mudar e que nenhuma decisão final foi tomada.
Internamente, há receio de que compra de banco comunitário exija agências físicas e aprovações de mudança de propriedade mais complexas. O foco passa a ser a licença de novo, segundo fontes.
Impacto na expansão e nos serviços
A licença nacional não permite aceitar depósitos nem emprestar, mas oferece visibilidade regulatória. Isso pode favorecer serviços de custódia, compensação em dólares e cripto, aos olhos de investidores institucionais.
Enquanto isso, a Revolut já ampliou serviços cripto e vem eliminando taxas de conversão entre USD e stablecoins populares. A companhia também expandiu operações em América Latina e Europa.
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