A Amazon anunciou nesta quarta-feira 28 a segunda rodada de demissões desde outubro, cortando 16 mil postos de trabalho. A medida, segundo a empresa, busca eliminar burocracia e tornar a estrutura mais enxuta.
Os impactos no Brasil não foram divulgados pela companhia, que não informou quantos desligamentos houve no país. Um ex-funcionário brasileiro confirmou o desligamento, sem revelar números.
A empresa confirmou que a decisão não está ligada ao desempenho individual, mas à necessidade de reduzir camadas gerenciais e eliminar burocracia. Em comunicado anterior, a Amazon já havia apontado esse objetivo.
Brasil: números e relatos
Em atendimento ao público, a empresa não detalhou o tamanho do impacto no Brasil. Um profissional demitido afirmou ter recebido convite para reunião com o RH, com a notícia já decidida.
Segundo ele, a conversa foi direta e respeitosa. A empresa deu 40 minutos para que ele removesse arquivos pessoais do notebook corporativo, e explicou a necessidade de reduzir cargos redundantes.
Contexto estratégico
A companhia informou que a medida faz parte de um movimento para fortalecer a organização, conforme declaração da vice-presidente de experiência de pessoas e tecnologia, Beth Galetti. A empresa mencionou também antecipação equivocada de um comunicado.
Analistas associam as demissões ao fluxo de reajustes internos e à implementação de IA, que pode reduzir a demanda em tarefas repetitivas. A avaliação é de que o objetivo é entregar maior eficiência e valor ao acionista.
Panorama financeiro
Em setembro, o balanço trimestral mostrou crescimento de 13% na receita, com lucro estável. A próximas divulgações: o balanço do quarto trimestre será divulgado na quinta-feira, com expectativa de novos ajustes operacionais.
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