A B3 lançou a marca Trillia para unificar cinco negócios de dados que já operam dentro da bolsa. O objetivo é criar uma receita recorrente desvinculada do ciclo de negociação de ativos. A estreia ocorreu nesta quinta-feira, 5, em evento para imprensa.
A expectativa é destravar valor para a B3 ao ampliar o portfólio de dados. O CEO Gilson Finkelsztain afirmou que a empresa pode atuar no core business e explorar adjacências com crescimento de longo prazo.
A Trillia reúne operações que já respondem por cerca de 10% da receita da B3 e não cria uma nova firma, mas consolida negócios sob uma nova marca. A gestão continuará sob a estrutura existente da bolsa.
O ecossistema atende mais de 6.000 clientes em quatro verticais: inteligência de mercado, marketing e vendas; compliance e prevenção a fraudes; seguros; crédito e recuperação. As soluções vão desde precificação de risco até lavagem de dinheiro.
Marcos Vanderlei, novo diretor da Trillia e VP da B3, destacou que o conjunto atua em várias indústrias, com DNA financeiro forte. Ele citou varejo, logística e transporte como mercados com alto potencial de atuação.
Desdobramentos e cenário
O movimento coincide com um ânimo de investidores pela renda variável no Brasil. Em janeiro, até 29, investidores estrangeiros somaram R$ 25,3 bilhões em ações locais, acima do total de 2025.
Finkelsztain projetou que 2026 deve marcar a reabertura de IPOs no Brasil, após o intervalo desde 2021. A PicPay abriu capital na Nasdaq e pode sinalizar uma onda de captação no país.
A-B3 não divulgou guidances, mas o CEO informou que concorrentes globais buscam 25% a 30% da receita em dados além do core. A B3 vê na Trillia uma aposta para diversificar sem depender exclusivamente do humor do mercado.
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