Gemini anunciou que deixará de operar no Reino Unido, encerrando também atividades na União Europeia e na Austrália. A medida ocorre em meio a um regime regulatório mais rígido para ativos digitais no país.
Em comunicado aos clientes, a empresa informou que as operações no Reino Unido terminam oficialmente em 6 de abril de 2026. A partir de 5 de março de 2026, as contas de clientes britânicos entram em modo apenas retirada.
Os usuários devem transferir ativos para uma carteira externa ou encerrar contas via plataformas parceiras antes do prazo. O Gemini indicou que não aceitará novas operações de negociação nem novos depósitos após 5 de março.
Ação de desativação e parcerias
Como parte do processo, a Gemini firmou parceria com a eToro para facilitar transferências de ativos. A empresa também orientou cancelamento de ordens recorrentes e o desbloqueio de ativos presos, antes do encerramento.
A recomendação inclui ficar atento a golpes, uma vez que a Gemini afirma que seus representantes não entrarão em contato por telefone ou SMS durante a transição. A precaução busca evitar fraudes.
Contexto regulatório no Reino Unido
A saída ocorre com a evolução regulatória para FSMA, que passa a exigir autorização plena para empresas de ativos digitais. O regime reforça governança, resiliência operacional e responsabilidade da alta gestão.
Analistas destacam que a mudança não é apenas sobre padrões, mas sobre supervisão contínua. Grandes players reavaliam se vale manter presença com esse nível de escrutínio.
Implicações para o ecossistema local
A retirada não implica falha da regulação, mas mostra seletividade do regime. À medida que a autorização avança, o sucesso depende de experiência regulatória e vontade de operar sob supervisão constante.
A Gemini não respondeu oficialmente a perguntas de imprensa até o fechamento desta edição. A empresa confirmou apenas o plano de desativação e as datas.
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