O Nubank recebeu, em 29 de janeiro de 2026, aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos, segundo o OCC. A autorização marca o fim de um cenário de isolamento para fintechs que buscam o maior mercado de varejo financeiro mundial. A iniciativa acompanha movimentos de outras poderosas digitais, como a Revolut.
Com sede em São Paulo, a fintech brasileira já atende mais de 127 milhões de clientes e entrou no radar regulatório dos EUA para oferecer serviços bancários com capital próprio. A operação americana amplia o alcance da empresa, que já revolucionou cartões sem tarifas e poupanças de alto rendimento na América Latina.
Entrada em campo
A decisão de avançar com uma carta bancária indica que o Nubank poderá financiar empréstimos diretamente com seus depósitos, sem depender de parceiros locais. A estratégia reduz custos com intermediação, tornando a oferta mais ágil aos consumidores.
A medida decorre de uma tendência entre fintechs globais que buscam atuação direta nos EUA, onde o crescimento regulatório tem se tornado mais aberto a empresas digitais. A entrada, porém, passa por fases de supervisão e validação de produtos antes de qualquer captação de depósitos.
A escolha
Em vez de adquirir um banco já existente, o Nubank optou por construir a operação norte-americana do zero. O processo envolve aprovações do OCC, FDIC e Federal Reserve, além de infraestrutura tecnológica e segurança de padrões federais.
Essa rota privilegia um modelo 100% digital, reduzindo a necessidade de agências físicas e mantendo a agilidade que a companhia já emprega na América do Sul. O objetivo é sustentar o crescimento com operações próprias.
Vitrine regulatória
Durante a fase inicial, que pode durar até 12 meses, a instituição funciona como banco apenas no papel e não pode captar depósitos do público. O período é utilizado para montar tecnologia, equipes e protocolos que atendam aos regulamentos federais.
A supervisão pode se estender entre três e sete anos, com aprovação prévia de novidades de produtos e contratações de executivos. O OCC tem mostrato maior abertura a candidatas digitais e ligadas a criptoativos nos últimos meses.
Essa abertura regulatória transforma o cenário: fintechs passam a atuar como instituições financeiras reguladas, elevando o grau de concorrência e inovação no mercado americano. A tendência pode fortalecer o papel de players globais no setor.
Observação: a matéria utiliza informações disponíveis na cobertura publicada originalmente pela Forbes. Não são incluídas conclusões ou opiniões pessoais.
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